Análise do Jeff: Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba

E aí, bão?

Hoje vamos falar um pouquinho do anime sensação na Netflix (patrocina nóix), Demon Slayer - Kimetsu no Yaiba. Bora lá?

Só a galerinha show


Antes de mais nada: Nesse post, vou falar tanto sobre o anime (que estreou na Netflix em abril/2021) quanto do mangá (finalizado em 2020). Então primeiramente aqui vai uma dica: Caso já tenha assistido a animação, pode continuar no mangá a partir do capítulo 53 (dá uma olhada nesse link caso tenha dúvidas).
E agora um aviso: Siga a leitura por sua conta e risco, pois pode haver algum spoiler :D


Qual a treta: Kimetsu no Yaiba - ou como ficou conhecido no Ocidente, Demon Slayer - é uma obra da mangaká (criadora de mangás) Koyoharu Gotouge, e trata de uma corporação de espadachins (que lembram samurais) que caçam demônios, ou onis.  É uma "história/desenho de lutinha" (citei outras aqui), o famoso shonen, um tipo de conteúdo indicado para jovens de 11 a 18 anos (a discussão sobre essa definição é um pouco mais profunda que isso, e não vamos falar dela aqui por enquanto. Mas este material pode ajudar). A família do protagonista Tanjiro Kamado é brutalmente assassinada por um oni enquanto ele estava ausente, e apenas sua irmã Nezuko sobrevive, porém é transformada em um demônio. O principal objetivo de Tanjiro é achar uma forma de fazer sua irmã voltar a ser humana.


Tanjiro, o protagonista, e sua irmã, Nezuko.


Gostei de: Após concluir a leitura do mangá, a coisa de que mais gostei foi (SPOILER ADIANTE) do vilão não ter sido derrotado exatamente pelo mocinho. Ok, da metade pro final do conflito, Tanjiro agiu como um tanque, executando a Dança do deus do Fogo seguidamente, a ponto dos danos começarem a surtir efeito e o Michael Jackson o Muzan sentir o baque. Mas foi o veneno de Tamayo e Shinobu, fruto de uma pesquisa inédita entre oni e humano, que realmente permitiu que Muzan fosse derrotado, o envelhecendo e enfraquecendo a ponto de minar seu imenso poder e permitir que Tanjiro desse golpe atrás de golpe com seu novo estilo de respiração.



Não se deixe enganar por esse sorrisinho inocente, a Shinobu é BRABA


Falando nisso, achei interessante também a relação entre as "poderes": Enquanto os caçadores de demônios utilizam Técnicas de Respiração, onde cada estilo de luta usa uma "forma de respirar" diferente, que dá força física equiparável à dos onis e libera os poderes especiais dos lutadores, por assim dizer, os demônios fazem uso de Técnicas de Sangue Demoníaco, cada um deles tendo seu estilo próprio. Sangue e respiração estão intimamente ligados na vida real, achei uma sacada inteligente e uma leve ironia cada lado da história usar elementos essenciais à vida de formas tão diferentes.
Falando "tecnicamente", gostei do traço do anime, com cores vibrantes e boas cenas de luta. A boa dublagem brasileira ficou a cargo da Universal Cinergia, e destaco o trabalho muito legal do dublador do Inosuke, Dláigelles Silva. 

Tanjiro primeiro aprende a Respiração da Água, uma técnica bastante versátil. Asmáticos provavelmente não seriam bons Caçadores de Onis.


Não gostei de: É...vamo lá. Não gostei da forma como a Nezuko foi retratada ao longo de toda a história. Ela basicamente virou um pet, que o Tanjiro tinha de carregar por aí numa caixa e cuidar a todo momento. Bicho, e aquela mordaça de bambu? O tempo todo a menina com aquele treco na boca! Tá bom, quando Tomioka improvisa a mordaça, lá no comecinho, era até justificável, afinal, Nezuko tinha acabado de se tornar uma oni, ninguém tinha certeza de que ela iria realmente  se controlar. Mas a partir do teste na Mansão dos Ubuyashiki com os Nove Hashiras e com Nezuko se mostrando confiável, não fazia mais sentido ela ficar com aquilo. Achei indigno com a personagem, para dizer o mínimo. Fora que ela é a típica personagem feminina de shonen utilizada como "escada", ou seja, serve apenas para fazer o protagonista masculino se desenvolver. Afinal, é "por ela" que Tanjiro começa sua jornada. Nem vou falar da papagaiada que é a caracterização de Mitsuri Kanroji, a Hashira do Amor. Estereótipo por todo lado.


Mitsuri, a pobre moça que precisou preencher a cota de personagem "sensual" pros meninões de hormônios efervescentes que amam shonen. 


Personagens favoritos: Dos protagonistas, Inosuke, muito pela dublagem bacanuda feita pelo já citado Dláigelles Silva, e Zenitsu, por conta da minha quedinha pelo estereótipo de "personagem que ninguém dá meia pataca, mas tem um grande poder oculto" (sim, estou olhando para vocês, Shun de Andrômeda e Escanor do Pecado do Orgulho do Leão).


Zenitsu, que usa a Respiração do Relâmpago à, esquerda, e Inosuke, usuário da Respiração da Besta, à direita.

Já dos Hashiras (ou "Pilares" na tradução brasileira, a elite dos Caçadores de Demônios), sem sombra de dúvida, Shinobu Kocho, a Hashira do Inseto: Uma espadachim peculiar, forte, determinada, absolutamente focada e uma máquina de matar onis, mais fria e calculista que muito protagonista por aí. Ainda na elite, menção honrosa pro Giyu Tomioka, o Hashira da Água e o primeiro a dar um voto de confiança aos irmãos Kamado, e Gyomei Himejima, o Hashira da Rocha, um monge espadachim cego que não usa espadas e sim um conjunto de armas que transforma sua deficiência visual em vantagem nas batalhas (e também porque eu adoro personagens monges, meu char em Diablo 3 que o diga).


Gyomei, o monge porradeiro e gente boa.


Dos vilões? Hmn...vou mencionar o principal antagonista, Muzan Kibutsuji, também conhecido como Michael Jackson, o oni primordial, o cara que encheu o mundo de demônios em sua busca incansável para criar o vampiro  demônio perfeito, que não morreria com a luz do sol.


Não consigo olhar pro Muzan sem tocar essa música na cabeça


A série na Netflix cobre até o capítulo 52, conforme dito lá no comecinho do post. Demon Slayer - Mugen Train: O Filme, já está em algumas salas de cinema pelo Brasil, e cobre o arco que vai dos capítulos 53 a 69.
Para todos os interessados em saber mais detalhes da obra (deixei muita coisa interessante sem comentar pra atiçar a curiosidade), Netflix e Crunchyroll tem o anime em seus catálogos. A Panini é a responsável pela publicação do mangá aqui em terras tupiniquins.


E para finalizar, uma playlist show de bola ;)









Comentários

  1. Análise sensacional, sem esquecer dos dubladores, e de nenhum personagem que a galera nem deve tá vendo. E fiquei com vontade de assistir o anime com essa análise. Show de bola!

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    1. Oi Cris! Obrigado por comentar!
      Depois que assistir, comenta com a gente sobre o que achou ;)

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